Tem lançamento atravessando o Rio Uruguai e ele vem cheio de história. A faixa “Ferrugem”, composta lá em 2017, finalmente ganhou vida em estúdio e chega agora com cara de 2025 — som atual, com groove clássico da Fish Ventura, produção caprichada e uma letra que cutuca onde muita gente prefere não olhar.
A música mistura bateria orgânica de Rick Teixeira com synths espaciais do Lucas Turski e aquele timbre clássico da Supersonic, criando um contraste entre o cru e o eletrônico. Na linha de frente, os vocais de “Tim”, apelido carinhoso dado pelos amigos de longa data ao cantor Edu Xavier, dão o peso e a emoção necessários para que cada verso grude na cabeça. A produção ficou nas mãos de Markov (mix) e Jessé Prado (master).
A parceria com Edu Xavier

Um dos destaques do single é a participação do cantor e compositor Edu Xavier (@eduxaviermusic), natural de Erechim (RS). Ele é daqueles artistas que transitam entre sala de aula e palco com a mesma intensidade. Bacharel em Canto e especialista em Música e Cognição, Edu tem mais de dez anos de estrada como professor e músico, passando por grupos de choro, jazz, orquestras e, claro, sua carreira autoral.
Na cena independente, já soltou o single “Calma” (2020), o EP “Viva o Agora” (2023) e o álbum “Casa” (2024) — trabalhos que mostram um artista em movimento, com letras que falam de pertencimento, amor e espiritualidade sem perder a pegada do rock e da MPB.
A letra e sua ferrugem
Se a parte instrumental convida para a viagem, a letra não fica atrás. Em “Ferrugem”, a palavra-chave é consciência. A metáfora de Alcatraz — a prisão de segurança máxima quase impossível de escapar — aparece como símbolo dos aprisionamentos modernos: sociais, políticos, mentais e até emocionais.
O recado é direto: Nada de cair em polarizações ou em bandeiras vazias. A canção convida a sair da cegueira coletiva e a entender que liberdade não é só sobreviver, mas viver com escolhas reais. Ou, como resume o refrão: “Liberdade é se sentir vivo, e não sem opção”.

Por que vale ouvir?
Porque “Ferrugem” não soa como resgate de gaveta, e sim como música feita para agora. É crítica social sem perder a melodia, é poesia sem perder a pegada, é atual sem abrir mão da alma autoral. A capa faz referência ao lendário “Animals” do Pink Floyd, em uma perspectiva local.
📷 Capa: Vinicius Tumelero
Local: Erechim-RS

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